Descrição
Poucos lugares permitem sentir o pulso da Terra tão de perto e com tanto conforto. A pouco mais de uma hora do Aeroporto Internacional Juan Santamaría, o Vulcão Poás se ergue a 2.708 metros sobre o Vale Central, e sua cratera principal, com mais de um quilômetro de diâmetro, é uma das maiores do planeta ainda ativas. No fundo repousa a Laguna Caliente, um lago ácido cuja cor varia entre o turquesa leitoso e o cinza prateado conforme a atividade vulcânica, enquanto as fumarolas desenham colunas de vapor contra o céu.
A subida já faz parte da experiência. Seu veículo privativo percorre as encostas do vulcão entre cafezais, estufas de samambaias e morangos e pastos verdes de gado leiteiro, que dão à região fama pelos queijos artesanais e pelo creme fresco. À medida que ganhamos altitude, a mata se transforma em floresta nublada, coberta de musgos, bromélias e as folhas gigantes da sombrinha-de-pobre, que parecem saídas de outra era.
No parque, um guarda-parque bilíngue conduz pequenos grupos até o mirante da cratera. Por segurança, a permanência na borda é curta e controlada, mas suficiente para deixar qualquer um sem palavras. Quando a trilha está aberta, também é possível caminhar até a Laguna Botos, um lago frio de água da chuva que ocupa uma cratera adormecida cercada por floresta anã.
Na descida, fazemos paradas rápidas em lojas de souvenirs, fazendas leiteiras e restaurantes de montanha para provar morangos com creme, queijo fresco ou um café coado na hora. Por ser privativo, o ritmo é seu: ideal para quem chega ou parte do país e quer aproveitar ao máximo algumas horas.
