Descrição
Há dias que resumem um país inteiro, e este é um deles. Saímos cedo rumo à antiga capital colonial, Cartago, e subimos entre plantações de batata, cebola e pastos leiteiros até o cume do Vulcão Irazú, a 3.432 metros de altitude. Lá em cima o ar é rarefeito e fresco, a paisagem parece lunar e a cratera principal se abre como um imenso anfiteatro cinzento. Nas manhãs mais limpas, o horizonte oferece uma raridade: a silhueta dos dois oceanos, o Pacífico e o Caribe, de um mesmo mirante.
De volta ao clima ameno do vale, visitamos a Basílica de Nossa Senhora dos Anjos, santuário de La Negrita, padroeira da Costa Rica, para quem centenas de milhares de peregrinos caminham todo mês de agosto. Sua fachada branca em estilo bizantino é um dos cartões-postais mais fotografados do país.
Em seguida descemos ao Vale de Orosi, uma bacia verde de montanhas, rios e cafezais que parece pintada à mão. Entramos na igreja de San José de Orosi, de meados do século XVIII, ainda em funcionamento e considerada a mais antiga do país, com paredes de adobe e telhado de barro. Seguimos para as ruínas de Ujarrás, a estrutura de pedra de um templo colonial cercada de jardins, e contornamos a represa de Cachí, onde fazemos uma pausa para um almoço típico com vista para o vale.
Para encerrar, o Jardim Botânico Lankester, administrado pela Universidade da Costa Rica, nos recebe com trilhas sombreadas, bambuzais, cactos e uma das coleções de orquídeas mais importantes da América tropical. Um dia de contrastes: do frio vulcânico ao perfume das flores, da história colonial à natureza viva.
